segunda-feira, 7 de novembro de 2011


E hoje, como em todos os outros dias, acordei na esperança de que tudo de ajeitasse. Procurei no fio de luz que entrava pela janela, a esperança de encontrar um novo motivo para viver. Procurei em mim, a garota que há tempos não via, que há tempos não aparecia para me visitar. Olhei para fora, a rua estava vazia, fria e silenciosa, como sempre havia sido. Percebi então, que nada havia mudado em todo este tempo, apenas eu e mais eu. Procurei motivos, procurei acusações, mas algo me incomodava, algo me matava aos poucos por dentro. Aquela sensação de vazio ainda mexia comigo, aquela dor de coração dilacerado ainda me perturbava. Perguntei-me então, quando é que tudo isto iria passar, quando este sentimento partiria, quando estas lembranças já não existiriam mais. Não obtive resposta. Escutei apenas o eco de meus gritos e apelos, apenas o vento uivando pela fresta de onde se podiam ver os fios de luz que entravam em minha janela. Nada além disso. - Pâmella Sanchez

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