Sabe aqueles sonhos perfeitos? Aqueles que parecem tão reais a ponto de lhe fazer acreditar que é verdade? Eu tive um desses. Estava sonhando, viajando em um mundo desconhecido e distante, um mundo que ainda não visitara. Vi pessoas, vi olhares, paisagens e pássaros, aqueles pássaros que tanto julguei. Hoje percebi o quão lindos são, eles tem asas, para que quando as coisas fiquem difíceis, possam fugir para o alto, o mais longe possível de tudo que possa lhes ferir. De repente acordei de meu sonho entre apelos e gritos de desespero, lágrimas escorriam em meu rosto; pude ver o quão longe viajei, o quão longe fui e o quão boba era por acreditar nestes sonhos enganadores. Nada era igual, nada tinha aquele sabor de doce recém saído do forno, nada estava como um dia havia sido. E enquanto eu corria na procura de um motivo pra tamanha dor, encontrei a saudade, aquela que faz o lado esquerdo do peito doer; aquela que te faz viajar ao inferno e voltar inúmeras vezes sem cessar. Aquela tão temida saudade, que vem junto de lembranças boas; junto à um passado que jamais voltará. - Pâmella Sanchez

Nenhum comentário:
Postar um comentário