sábado, 29 de outubro de 2011


Acordei em uma manhã fria de uma primavera gélida com novos pensamentos, acordei com novas esperanças e novos sonhos. Nesta manhã, levantei de minha cama com um único objetivo: procurar a felicidade que há tempos não me visita.
Olhei para os lados, demorei a reconhecer estas paredes amareladas, as paredes que me prenderam durante tanto tempo, as paredes que escutaram meu choro calado e minhas palavras sem sentido, as paredes que me viram por tantas vezes suplicar, tantas vezes sonhar. Hoje elas começam a me soltar, para que eu possa sair e me sentir livre. Livre como os pássaros que voam sem se preocupar. Sempre achei que as coisas eram para sempre, sempre acreditei em contos de fadas, sempre acreditei no amor verdadeiro. Porém, muitas vezes este coração que carrego dentro de mim, cheio de cicatrizes e curativos, foi dilacerado por pessoas que não tinham a intenção de me amar.
Com o tempo, este coração foi crescendo, se tornou forte, porém fraco; se tornou valente, porém medroso. O medo ainda corre por minhas veias; o medo ainda transparece em meu olhar.
Mais uma vez, entrei no beco mais escuro de meus sonhos, guardei meus sentimentos no calabouço das lembranças e me feri. Olho para mim, vejo uma pessoa solitária, rodeada de pessoas, mas ao mesmo tempo, sozinha como nunca. Mas hoje acordei com novas esperanças, hoje sei que a felicidade não virá para me encontrar; hoje sei que sou eu quem devo encontra-la. - Pâmella Sanchez

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