domingo, 9 de outubro de 2011


Senti o frio me tocar, senti borboletas congelantes em meu estômago, o vazio me consumia e então me senti só. Me vi sozinha, me vi de uma forma que nunca havia imaginado, uma cena quase deprimente. Senti o sangue correr em minhas veias, mas meus passos eram lentos e cansados, como se houvesse algo a me prender, como uma corrente muito pesada. Olhei a minha volta e não havia ninguém, apenas a brisa que tocava levemente meus cabelos e minha pele. O frio trazia consigo certa tristeza, as pessoas já não eram as mesmas e se comportavam de tal forma que me faziam sentir nauseas, tudo era diferente, inclusive eu. Andar sozinho em meio a uma multidão não é algo do qual julgo normal, apesar de conviver com esta triste realidade após cada amanhecer torturante, os quais acordo com a esperança de que a realidade é apenas um sonho ruim; e a essência de uma vida cheia de cor, está vazando pelo ralo, enquanto o cinza, contamina ainda mais meus dias. Nunca havia me sentido assim, nunca havia sido tão só. Ainda me sinto como em uma noite fria de inverno, embora termos chegado tão depressa a uma primavera cheia de cor, que para mim, passa despercebida. - Pâmella Sanchez

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