sábado, 26 de novembro de 2011


Sabe aqueles sonhos perfeitos? Aqueles que parecem tão reais a ponto de lhe fazer acreditar que é verdade? Eu tive um desses. Estava sonhando, viajando em um mundo desconhecido e distante, um mundo que ainda não visitara. Vi pessoas, vi olhares, paisagens e pássaros, aqueles pássaros que tanto julguei. Hoje percebi o quão lindos são, eles tem asas, para que quando as coisas fiquem difíceis, possam fugir para o alto, o mais longe possível de tudo que possa lhes ferir. De repente acordei de meu sonho entre apelos e gritos de desespero, lágrimas escorriam em meu rosto; pude ver o quão longe viajei, o quão longe fui e o quão boba era por acreditar nestes sonhos enganadores. Nada era igual, nada tinha aquele sabor de doce recém saído do forno, nada estava como um dia havia sido. E enquanto eu corria na procura de um motivo pra tamanha dor, encontrei a saudade, aquela que faz o lado esquerdo do peito doer; aquela que te faz viajar ao inferno e voltar inúmeras vezes sem cessar. Aquela tão temida saudade, que vem junto de lembranças boas; junto à um passado que jamais voltará. - Pâmella Sanchez

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


E hoje, como em todos os outros dias, acordei na esperança de que tudo de ajeitasse. Procurei no fio de luz que entrava pela janela, a esperança de encontrar um novo motivo para viver. Procurei em mim, a garota que há tempos não via, que há tempos não aparecia para me visitar. Olhei para fora, a rua estava vazia, fria e silenciosa, como sempre havia sido. Percebi então, que nada havia mudado em todo este tempo, apenas eu e mais eu. Procurei motivos, procurei acusações, mas algo me incomodava, algo me matava aos poucos por dentro. Aquela sensação de vazio ainda mexia comigo, aquela dor de coração dilacerado ainda me perturbava. Perguntei-me então, quando é que tudo isto iria passar, quando este sentimento partiria, quando estas lembranças já não existiriam mais. Não obtive resposta. Escutei apenas o eco de meus gritos e apelos, apenas o vento uivando pela fresta de onde se podiam ver os fios de luz que entravam em minha janela. Nada além disso. - Pâmella Sanchez