sábado, 29 de outubro de 2011


Acordei em uma manhã fria de uma primavera gélida com novos pensamentos, acordei com novas esperanças e novos sonhos. Nesta manhã, levantei de minha cama com um único objetivo: procurar a felicidade que há tempos não me visita.
Olhei para os lados, demorei a reconhecer estas paredes amareladas, as paredes que me prenderam durante tanto tempo, as paredes que escutaram meu choro calado e minhas palavras sem sentido, as paredes que me viram por tantas vezes suplicar, tantas vezes sonhar. Hoje elas começam a me soltar, para que eu possa sair e me sentir livre. Livre como os pássaros que voam sem se preocupar. Sempre achei que as coisas eram para sempre, sempre acreditei em contos de fadas, sempre acreditei no amor verdadeiro. Porém, muitas vezes este coração que carrego dentro de mim, cheio de cicatrizes e curativos, foi dilacerado por pessoas que não tinham a intenção de me amar.
Com o tempo, este coração foi crescendo, se tornou forte, porém fraco; se tornou valente, porém medroso. O medo ainda corre por minhas veias; o medo ainda transparece em meu olhar.
Mais uma vez, entrei no beco mais escuro de meus sonhos, guardei meus sentimentos no calabouço das lembranças e me feri. Olho para mim, vejo uma pessoa solitária, rodeada de pessoas, mas ao mesmo tempo, sozinha como nunca. Mas hoje acordei com novas esperanças, hoje sei que a felicidade não virá para me encontrar; hoje sei que sou eu quem devo encontra-la. - Pâmella Sanchez

sábado, 22 de outubro de 2011


Aquela sensação está voltando aos poucos, a sensação que há tempos não me visitava. Senti meu chão estremecer, senti minhas pernas ficarem bambas enquanto todas aquelas cenas passavam diante de meus olhos, como em um filme, numa fração de segundos. Quando me dei conta, minhas pernas haviam parado e o chão debaixo dos meus pés, estava mais firme do que nunca. Teria sido apenas imaginação? Eu não sei. Há dias me procuro em reflexos, transmitindo sobre mim, uma imagem que embora fosse minha, eu não a reconhecesse. Aquele frio, aquela brisa gélida e cálida voltou a passar sobre mim, em dias tão luminosos e quentes, minha visão era tão escura e fria. Pensei que esta sensação estranha, havia me deixado; porém, ela ainda permanece aqui, mais viva do que nunca. Talvez um dia ela se vá, talvez um dia ela e todas as suas tralhas me deixem, talvez eu nunca mais volte a senti-la novamente. E este dia está para chegar. - Pâmella Sanchez

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


Senti novamente aquelas pontadas em meu peito, o que me indicava que algo estaria por vir e a ansiedade faria meu organismo se revirar por inteiro. Comecei a perceber que são poucos aqueles os quais julguei "verdadeiros", e que nem tudo o que desejamos ser eterno, realmente é. Senti uma vontade quase insuportável de pegar um guarda-chuva, ou talvez nem pegá-lo, e sair por aí, caminhando enquanto os pingos da chuva molham meus sapatos. Mas hesitei. Preferi ficar parada, apenas observando pela janela o frio que fazia e senti que meu coração se congelava por dentro, assim como as arvores que suportavam aquela chuva fria e fora de estação. Me pergunto se algum dia voltarei a ser aquela garota de antes, sorridente e despreocupada. Me pergunto se algum dia este medo mascarado de frieza, deixará meu coração em paz, eu não sei. Apenas busco a resposta para minhas inúmeras perguntas.. Devo estar procurando em lugares errados, pois não as encontro e novas perguntas vão se formando, a cada segundo que passa. Estou a procura da felicidade, caminhando por linhas tortas até achar a linha reta de uma estrada que me leve a ser feliz. Dizem que precisamos errar para de alguma forma aprender e reparar o erro. Já errei muito, e estou procurando primeiro no caminho errado, porém não consigo achar o certo. - Pâmella Sanchez

domingo, 9 de outubro de 2011


Senti o frio me tocar, senti borboletas congelantes em meu estômago, o vazio me consumia e então me senti só. Me vi sozinha, me vi de uma forma que nunca havia imaginado, uma cena quase deprimente. Senti o sangue correr em minhas veias, mas meus passos eram lentos e cansados, como se houvesse algo a me prender, como uma corrente muito pesada. Olhei a minha volta e não havia ninguém, apenas a brisa que tocava levemente meus cabelos e minha pele. O frio trazia consigo certa tristeza, as pessoas já não eram as mesmas e se comportavam de tal forma que me faziam sentir nauseas, tudo era diferente, inclusive eu. Andar sozinho em meio a uma multidão não é algo do qual julgo normal, apesar de conviver com esta triste realidade após cada amanhecer torturante, os quais acordo com a esperança de que a realidade é apenas um sonho ruim; e a essência de uma vida cheia de cor, está vazando pelo ralo, enquanto o cinza, contamina ainda mais meus dias. Nunca havia me sentido assim, nunca havia sido tão só. Ainda me sinto como em uma noite fria de inverno, embora termos chegado tão depressa a uma primavera cheia de cor, que para mim, passa despercebida. - Pâmella Sanchez

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Mais uma vez, só.
Olhei para o lado e me vi sozinha. Ali não havia ninguém, apenas eu e o vazio que me habitava. Senti um nó na garganta e algo apertar meu coração, como se a dor tivesse aumentado sem que eu me desse conta. Foi então que minha visão clareou, foi então que percebi o buraco que acabara de entrar, e a escuridão começou a aparecer novamente. Todos os dias acordava com uma unica ambição, todos os dias sorria sem medo, ou apenas tentava, ou apenas era forte o suficiente para esconder tamanha tristeza. Nunca havia me sentido tão só, nunca havia provado o meu próprio veneno. Talvez meus "amigos imaginários" sejam tão verdadeiros como as pessoas as quais chamo dessa forma, denomino de tal maneira que me fere. Meus dias estão parados e silenciados, assim como uma estação de trem abandonada. Não tenho mais forças, não tenho mais a quem recorrer, talvez eu nunca tenha tido. Sinto minha presença incomodar, sinto como se fosse um peso na vida das pessoas, sinto ser tão só. - Pâmella Sanchez