E ali estava ela mais uma vez, olhando para o nada e pensando em tudo. Quieta, como se algo gritasse dentro de si, mas o único som que podia emitir, era o de sua respiração. O tempo a tornou fria, assim como a neve; os machucados a tornaram aparentemente forte, mas fraca como um vidro. Ela tinha medo, se escondia do mundo e fugia da felicidade. E a felicidade então, uma vez bateu em sua porta, não atendeu e a deixou partir. Mais uma vez voltou, e nada. Por muitas e muitas vezes recuou, achou que cedo ou tarde acharia a resposta certa, sem ao menos procurar. Tinha a mesma rotina quase sempre, não sorria, apenas usava o pretexto perfeito, o qual todos conheciam de cor e salteado, e com aquele sorriso vazio, enganava a todos que a rodeavam. Mais uma vez a felicidade voltou, cega pelo medo, a recusou. Voltou para o seu cantinho, e olhando o nada, as respostas começaram a surgir. O tempo passou e quando menos esperava, percebeu que só precisava de um empurrãozinho de leve, para então clarear a visão. E quando ela realmente percebeu que não poderia ficar esperando, tirou a máscara que a cobria, e foi atras de ser feliz. - Pâmella Sanchez
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