segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Confusões em mim.

E as noites que passo acordada, já não são suficientes; as lagrimas começam a secar; e a fome aos poucos, começa a se afastar. Será possível tamanha dor ? Sera possível tamanho amor ? Eu não sei. A cada dia me perco em pensamentos, me perco em ilusões que eu crio para me causar mais dor. Sorrio como se fosse meu ultimo dia de vida, sorrio como se a vida fosse a melhor possível, sorrio por saber que ninguém é capaz de olhar em meus olhos e ver a dor estampada, como em um grande cartaz de uma avenida vazia; sorrio para não me perder em lágrimas de rancor. Tento me esconder, tento fingir, mas tudo o que eu sabia dizer, hoje não sei mais. Minha concentração se foi junto com meus pensamentos, junto com estes pensamentos que me feriam até o mais profundo de minha alma. Procuro razões e motivos para continuar, procuro respirar para mais uma vez não chorar. - Pâmella Sanchez

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Os dias passam, as horas correm, e essa confusão dentro de mim só aumenta. Procuro entender, procuro me achar, mas acabo me perdendo mais e mais. O que houve com aquele sorriso em meu rosto ? Aquele sorriso sincero que cativava a quem olhava. Cadê ele ? Nem eu sei. Mudei conforme o tempo passou, cresci em mente, mudei em alguns aspectos e deixei o medo mais uma vez me cegar. O medo da realidade, a tão temida realidade. Mas porque não deixar esse medo de lado e por alguns instantes abandonar meu mundo ? Esse mundo que criei, o mundo que hoje não me liberta. Fui tão forte, enfrentei tantas coisas, pra desistir agora ? Eu não sei. Já não consigo me entender, já não enxergo as coisas como antes, e essas cicatrizes que eu carrego, só me mostram que um dia fui forte, hoje não sei mais. - Pâmella Sanchez

sábado, 13 de agosto de 2011


Mais um dia sem ti.

Eai pai, como vai você ? Espero que bem, pois já não tenho noticias suas.. Hoje é dia dos pais né ? E eu me lembrei de você como de costume, pena que esse será mais um ano sem estar com você neste belo dia. Eu sinto sua falta, embora não demonstre. Sim, eu não te ligo, eu não tenho noticias, mas eu sinto falta de você, falta de te abraçar, falta de te amar. Confesso que por um longo tempo eu te odiei, eu evitei conversar contigo, eu te ignorei.  Mas eu rezava todos os dias para que você estivesse bem, sabia ? Pois é. Com o tempo eu aprendi a perdoar e fui deixando meu orgulho de lado. As vezes me pego pensando no tempo que passamos juntos, lembro de coisas que talvez você nem se lembre mais, coisas que me fazem tanta falta. Lembra quando você me ensinou a andar de bicicleta ? Eu nunca me esqueci. Lembra das nossas idas ao cinema ? Das nossas brincadeiras bobas ? Lembra quando você era meu herói ? Quando me fazia dormir e me protegia do tão temido escuro ? É, eu me lembro de tudo perfeitamente. É pai, eu sinto a sua falta. Me lembro como se fosse hoje, quando um dia acreditei que um homem era incapaz de derramar uma lagrima, mas deixei de acreditar nessa possibilidade, quando vi meu herói, pela primeira vez com lágrimas nos olhos, lágrimas que quando caíram, eram incessantes. E naquele dia, eu percebi que não precisamos ser fortes o tempo todo. Você errou muito, eu sei. Você me decepcionou, me fez sentir ódio e rancor. Mas eu percebi que por mais que você tenha errado, que por mais que você tenha feito tantas coisas, você sempre será sangue do meu sangue, sempre será meu pai. E hoje estou aqui, mais uma vez deixando meu orgulho de lado, para dizer que lhe desejo um ótimo dia dos pais, e que por mais que eu não possa lhe abraçar, por mais que eu não possa passar este dia com você, eu estarei aqui desejando tudo de melhor.  Eu te amo pai, e sinto a sua falta. - Pâmella Sanchez

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Caminhando a procura do esquecimento.
E como de costume, o passado começa a voltar, para mais uma vez bagunçar meu presente. Cenas que eu pensei ter esquecido, me atormentam a cada minuto que se passa, cenas que eu tanto lutei para esquecer, voltaram em uma fração de segundos. Momentos que se foram, voltam como lanças em meu peito, trazendo uma dor quase insuportável. Tanto lutei para me livrar, tanto fiz para esquecer um passado doloroso que me fere a cada passo dado, e tantas coisas que foram feitas, tudo em vão. Procuro entender o porque disso, entender o que fazer para me livrar eternamente desta sensação fria que me cobre, deste gosto amargo em minha boca, destas coisas inúteis que parecem ter tanto valor sentimental. Meu passado não me faz bem, e ter que conviver com ele em minha mente a maior parte do tempo, me faz querer sumir, sair correndo para o mais longe possível, olhar o horizonte e ir em direção dele, sem rumo, apenas me esconder para que ninguém me encontre. Mais uma vez, imaginando o impossível.. Que ser humano em sua sã consciência faria isso ? Só em um momento de pura insanidade, fugiria para longe sem pensar nas consequências, deitaria-me em um gramado, fecharia os olhos e iria para o mundo dos sonhos, sonharia com coisas belas e inimagináveis, coisas que no mundo real não existem. De repente como um sopro magico em meu rosto, abriria os olhos e transformaria minha realidade em um de meus sonhos.. Mas enquanto o impossível não acontece, tentarei o possível para esquecer o passado de uma vez por todas. - Pâmella Sanchez